Mandalas de cristais: uma ferramenta de transformação e cura

Todes nós, em algum momento, já pegamos um cristal, um mineral, “uma pedrinha”, para nos proteger. Ou, quem sabe, para fazer limpeza energética ou até mesmo para nos recarregar. Por outro lado, é sabido que Jung (e a psicanálise) evidenciou como as mandalas podem ajudar nos processos de autoconhecimento e de transformação interior.

Pois aqui vou mostrar para vocês que, somando as mandalas aos cristais, teremos um formidável instrumento para a cura. Quer saber como funciona? Vem comigo!

As mandalas tradicionais

Mandala of the Bodhisattva Shadakshari Lokeshvara

Atualmente, as mandalas se popularizaram muito com os livros de pintar para adultos, porque esses livros estão cheios delas! Mas elas são usadas há muito mais tempo… Diversas culturas, com mais notoriedade as orientais, desde seu longínquo passado, têm utilizado as mandalas como forma de expressão cultural – e algo mais.

Mas, o que são as mandalas? São aqueles famosos desenhos circulares, cheios de detalhes, coloridos ou não, associados aos monges tibetanos e aos budistas. Dos estudos que tem sido feitos com as mandalas, uma das conclusões a que se chegou é de que elas representam a transformação de um estado energético (da matéria) em outro (para o energético / espiritual).

Ocorre que, quando se emprega uma mandala, seu usuário (ou, mais especificamente, aquele que sabe usar uma mandala de forma consciente, seja, p.ex., coordenando uma vivência em conjunto ou empregando-a de forma terapêutica) tem a possibilidade ver que todas as coisas compõem o mundo da essência, tanto o tangível como o intangível.

Como vivemos num plano de matéria densa, em que os sentidos nos fazem experimentar a realidade e acabam nos governando; muitas vezes nos deixamos levar por eles e esquecemos que há mais do que a matéria sensível: há todo um campo de sentimentos e sensações que acabamos deixando de lado, nos esquecemos de viver pela essência cíclica da existência.

Ao mesmo tempo em que somos um (uma unidade), somos o universo.

O trabalho envolvido na criação, construção e desenvolvimento de uma mandala faz com que esta seja um poderoso instrumento visual e de experimentação, contribuindo positivamente na melhora da concentração e em processos de meditação.

Convém, ainda, prestar atenção quando, inconscientemente, desenhamos elipses, símbolos e coisas que remetem à composição de uma mandala: elas se manifestam para nós, inconscientemente, depois de estados de desorientação, pânico ou caos psíquico e, ao fazer isso, nosso inconsciente está tentando transformar a confusão em ordem. As mandalas, portanto, expressarão a organização (ou a necessidade de organização) do caos, a ordem, o equilíbrio, a totalidade.

Sobre a construção das mandalas, Celina Fioravanti nos explica:

(1)       o primeiro elemento é o ponto central, que pode estar demarcado ou não, com fácil percepção de sua existência no desenho, pois é ao redor dele que toda a composição flui. É o foco que conduz o olhar e, como já dito, representa o núcleo essencial, a força da mandala.

(2)       outro ponto fundamental é a circunferência, que é capaz de limitar – é o limite que separa “o sagrado do profano”. Esse espaço circular delimitado é preenchido com desenhos e elementos variados com ligações simbólicas, e estes são direcionados para um objetivo na construção. Celina ressalta a importância do desenho geométrico e da teoria das cores aplicadas nas mandalas, que são importantes ao analisar todo o desenho composto.

Desenvolver um trabalho com mandala, em apertada síntese, abrirá as portas do inconsciente, pois nos permitirá contemplar e compreender como nosso inconsciente constrói suas estruturas por meio de símbolos e imagens. Na medida em que conseguirmos decodificar essas representações, conseguiremos nos desenvolver e nos transformar.

Por fim, Celina Fioravanti diz que “os desenhos das mandalas podem ser usados para meditar, mas também irradiarão sua energia em ambientes onde forem colocados.

Mandala de cristais: fazendo a sua

Se criar uma mandala tradicional constitui um intenso e poderoso processo naquilo que diz respeito às intenções e realizações, imagine fazer isso utilizando as poderosas emanações vibratórias dos cristais!

O processo de criação de uma mandala usando minerais deve ser inconsciente, sem que nos dediquemos muito a pensar qual cristal selecionar (não devemos ficar “escolhendo”).

Na sequência, vamos simplesmente organizando os minerais em padrões circulares que nos forem ocorrendo no momento. O processo precisa ser intuitivo: não pense, não se limite; faça de forma solta.

Da mesma forma que uma mandala movimenta energias visíveis e invisíveis, ao trabalhar com mandalas com cristais, trabalhamos forças internas e externas. O ato de criação desta mandala é inconsciente, mas também podemos montar com intenções específicas.

Sobre as mandalas inconscientes, mais algumas palavras: quando estamos bastante familiarizados com o trabalho dos minerais, vamos aprendendo a conhecer melhor suas funções, suas propriedades. Com o auxílio da Cristaloterapia, por exemplo, nos vamos dando conta do que representam os minerais empregados e o movimento que vai sendo feito com esses cristais.

Por outro lado, ao fazer uma mandala com um propósito específico, intuitivamente escolheremos cristais ligados a processos de cura e a características que precisam de atenção para que a cura possa se produzir. Desta mesma maneira também podemos fazer mandalas para trabalhar os insights ou quaisquer outras objetivos.

Na prática

Esta mandala foi realizada para facilitar insights, para que a informação de uma intuição seja clara e direta. Neste caso, tive a intuição de realizar uma mandala de poder pessoal. Esta mandala foi criada visando desenvolver um trabalho com as mandalas, que será gratuito para vocês.

Para montar a mandala, usei os seguintes minerais:

– Fluorita

A Fluorita age no poder do pensamento, foco e concentração; ajuda a pessoa a focar sua concentração quando possui muitas ideias criativas.

Em meditação, ajuda a sintonizar visões e ter insights, fortalecendo as habilidades para

receber informações mediúnicas e a capacidade de interpretar tais informações.

– Ametista

Estimula o chakra coronário, facilitando a meditação e para aquietar os pensamentos, movimentando-o para estados elevados de consciência. É o cristal da transmutação.

– Pirita

Melhora o poder do chakra do terceiro olho, produz aumento da vitalidade e da coragem para realizar tarefas desafiadoras no mundo físico. Melhora também a força de vontade e ajuda na superação do medo e da ansiedade. Atua também estimulando a criatividade na arte. Por fim, ajuda na integração de energias de alta frequência para o corpo físico.

– Cristais de Quartzo

Os cristais de quartzo são utilizados para potencializar os demais, de modo que também potencializarão a cura e a iluminação. Nesta mandala, eles trabalham o desbloqueio energético e proporcionam a redistribuição da energia.

Conclusão

As mandalas, sejam as tradicionais ou as elaboradas com cristais, são uma poderosa ferramenta de transformação. Como o inconsciente usa símbolos e imagens para trazer para o consciente mensagens sobre aspectos que demandam atenção, utilizando as mandalas é possível implementar autoconhecimento e, até mesmo, cura.

Conhecendo um pouco mais sobre esta abordagem, espero que você possa aproveitar dela na sua vida, inclusive tentando fazer suas próprias.

E você, costuma usar cristais nas suas práticas? Me conta mais nos comentários!

Sugestões de leitura: 

Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, por C. G. Jung.

Mandala: a religião da alma com Deus através de desenhos sagrados, por Celina Fioravanti.

26 comentarios sobre “Mandalas de cristais: uma ferramenta de transformação e cura

  1. Que inspirador. Lembra que te falei das pedras que encontramos aqui pelo terreno? Minhas filhas sempre montam algo…agora vou fazer de forma consciente nossas mandalas com as pedrinhas de fluorita. Amei suas dicas 🙂

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  2. Lembro que a primeira vez que fiz um curso sobre os cristais fiquei fascinada com o poder desses seres…e agora aprender aqui como aliá-los às mandalas foi maravilhoso! Muito obrigada por compartilhar essas informações com a gente!🙏🏼

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    1. Vou trazer muita coisa sobre esse tema, afinal estudei muito este tema na graduação e especialização. Ainda, continuei estudando e praticando esse tema com oficinas, vivências e individualmente. E agora depois de muita prática e estudo, consegui alinhar e trazer para vocês de uma forma leve e eficaz. Gratidão por estar aqui, ajuda muito na execução deste trabalho.

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  3. Me parece interessantíssimo aprofundar nas metodologias de cura utilizados por diversos povos e culturas. Penso que compreender o princípio envolvido requer de muita dedicação e tempo. Mas, vale muito a pena. Grata por trazer estas informações amada.

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  4. Me parece interessantíssimo aprofundar nas metodologias de cura utilizados por diversos povos e culturas. Penso que compreender o princípio envolvido requer de muita dedicação e tempo. Mas, vale muito a pena. Grata por trazer estas informações amada.

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    1. As ferramentas que temos para cura, trazidas por distintos povos e pesquisadores, é de grande valía, mas é preciso responsábilidade e conhecimento para executar. Vale cada segundo ver uma pessoa conquistar sua cura e autonomia, além da sua própria.É, sem dúvida, muito gratificante!
      Grata por passar por aqui amada, você contribui muito para meu trabalho crescer.

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